Fundado em 22 de novembro de 1966, o Coral Polifónico de Viana do Castelo teve a sua primeira atuação em 15 de julho de 1967, no Teatro Sá de Miranda, sob a regência do Padre Dulcínio de Vasconcelos, que sucedeu ao Padre Alberto José Brás, primeiro diretor artístico, entre novembro de 1966 e abril de 1967.

O Coral Polifónico de Viana do Castelo comemorou em 2012 quarenta e seis anos de uma vida rica em história, experiência, dedicação e envolvimento cultural. Detentor de um extenso currículo de atuações, o Coral Polifónico tem vindo a abrilhantar cerimónias religiosas, espetáculos, saraus artísticos e a organizar diversos encontros de coros. Tem representado Viana do Castelo em certames, encontros e festivais nacionais e internacionais, com destaque para as deslocações a Espanha, República Checa e Itália.

Ganhou um primeiro prémio, na Galiza, em 2001, sob a orientação do maestro Prof. Samuel Santos. Em novembro de 2008, em Praga, em grande certame, mereceu a honrosa distinção “Hotel Top”.

Tem mantido ligação estreita com instituições culturais e recreativas como o C.E.R. (Centro de Estudos Regionais), Lions Clube de Viana do Castelo, Rádio GEICE e com a fundação INATEL, entre outras, bem como com a Câmara Municipal de Viana do Castelo, envolvendo-se regularmente em iniciativas culturais localmente promovidas.

Em 20 de janeiro de 2004, aquando da comemoração do 156º aniversário da elevação de Viana da Foz do Lima a cidade, a Câmara Municipal de Viana do Castelo, sob a presidência do Dr. Defensor Moura, deliberou, por unanimidade, atribuir o título de ”Instituição de Mérito” “a esta colectividade, pela brilhante actividade artística desenvolvida ao longo de 37 anos, tendo colaborado com dignidade na solenização de importantes eventos, e actuado em Portugal e no Estrangeiro, onde muito divulgou o nome da cidade (…).”

Quatro anos adiante, em 28 de julho de 2008, o Coral vê publicada no Diário da República a Declaração de Utilidade Pública, com o reconhecimento inequívoco do seu valor: “Vem prestando, desde 1966 enquanto grupo coral e desde 1977 enquanto associação, relevantes serviços à comunidade ao promover a difusão da cultura musical na sociedade portuguesa e no estrangeiro, em especial no Minho e na Galiza, nomeadamente a música coral polifónica. Inclui no seu reportório música sacra, polifónica popular, regional, profana, palaciana e medieval.

Similarmente, merece realce, ao organizar e participar em diversos eventos artísticos e culturais, em Portugal e no estrangeiro; ao fomentar o conhecimento e a educação musical; e ao cooperar com as mais diversas entidades públicas e privadas.”

Após a saída do saudoso Padre Dulcínio Vasconcelos, foram seus dedicados diretores artísticos, Rui Pessoa Ribeiro, Padre Jorge Barbosa, Francisco Presa, Dr. Sá do Rio, Padre Armando Rodrigues, Prof. António Ribeiro, Prof. Samuel Santos, prof. Filipe Pinto e atualmente é dirigido pelo prof. António Araújo. Teve como pianista e segundo regente a Profª Cíntia Pereira e, posteriormente, o Dr. Diogo Barros.

O Coral Polifónico de Viana do Castelo é detentor de sede própria, na Rua Nova de S. Bento, nº 13, num prédio totalmente reedificado e construído com condições adequadas ao funcionamento da instituição. Inaugurada em dezembro de 2001, esta sede foi oferta muito generosa de um casal de coralistas, os beneméritos, Sr. Fernando Carvalho e Drª Lúcia Carvalho.

O trabalho gravado pelo coral é constituído por dois CD, seguindo a temática “um olhar sobre diversos estilos e épocas da música coral”.

Este Coral já viveu momentos de glória com a estreia absoluta, no célebre Festival de Vilar de Mouros, das obras “D. Garcia” de Joly Braga Santos e Natália Correia e “Sinfonia Concertante” de António Vitorino de Almeida. A primeira destas obras viria a ser repetida na Praça de República, em Viana do Castelo, perante uma assistência calculada em 10000 pessoas. Participaram então a Banda da Guarda Nacional Republicana, o grupo de bailados “Verde Gaio”, Álvaro Benamor, Fernando Serafim e Elizette Bayan. Foi utilizada a luminotécnica do Teatro Nacional de S. Carlos e a direção artística absoluta esteve a cargo do Maestro Capitão Silva Dionísio. Registaram os cronistas do momento “ que foi este um dos maiores acontecimentos artísticos da história de Viana do Castelo”.